sábado, 20 de setembro de 2008

um bom dia para devolver perguntas

um desenhinho talvez fosse mais esclarecedor, mas exatamente agora não seria possível fazer um.
pensei em alguma coisa como se fosse o negativo de um fio de cabelo sob uma caneta porosa vermelha sobre uma folha de papel, ou um esquema envolvendo pequenas reflexões especulares em ângulo. isso talvez me satisfizesse, mas não apostaria numa contribuição disso pro desenho geral disso tudo, que é exatamente aquela parte em que eu vou fazendo só aos pedacinhos enquanto só quem tá de fora e toma alguma distância consegue ter uma idéia do todo.
injusto ou não, é, ao que me parece, o que ocorre. aliás, eu aproveitaria essa oportunidade pra ir me isentando já dessas explicações sobre essa tal justiça. não conheço, não vi, não comi e não gostei. isso é devolver perguntas.
sei falar talvez sobre terras devolutas, usucapião...essas coisas que tem a ver com esquecimento e com espaço, ao mesmo tempo e não necessariamente cada uma em seu âmbito. aliás², acho que o que de fato determina a verdade que eu conheço a esse respeito tem - ou simplesmente é - uma mistura, uma sobreposição de coisas nesses dois territórios, cuja única garantia é a de que não se trata de uma troca uma vez que o produto é um desenho de massa, não tem contorno.
descobri enfim que eu não preciso explicar nada. é apenas uma questão de presença, de materialização.

e prosperidade é uma palavra muito engraçada, parece.

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