ainda meio tonto do que houvera, de tudo o que coubera entre meus dentes, entre o corpo e a roupa de dormir.
café forte fora de hora (quase seis), escrevo quinze linhas mentalmente e arrasto-lhes as vírgulas, caminhando até a rede onde me sento. não existe nenhuma mesa na qual eu possa apoiar meus cotovelos e quanto menos o que possa ser espreitado através dos vidros. pouco antes disso eu pensava nas fomes e nas sedes, sentindo-as fora de meu corpo uns cinco passos adiante, sobre a terra. essa já não é mais a única verdade, não deste momento em diante. não quando a sede e a fome são justamente em tê-las.
abertura (dani)
Há 14 anos